A Santa Casa da Misericórdia de Vagos celebra o 30.º Aniversário do Grupo de Teatro Fantástico e inaugura a exposição permanente das 14 Obras de Misericórdia.
Evento esta quinta, às 16h45, na sede da Instituição.
O programa conta com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, e incluirá momentos de homenagem, inauguração e valorização do património cultural da Instituição.
Bruno Soares anuncia o lançamento de novo livro sobre o futuro do envelhecimento.
“O Futuro Tem Rugas” é uma obra do gerontólogo ilhavense que reúne personalidades de diferentes áreas para refletir sobre o futuro do envelhecimento.
A apresentação do livro realiza-se no próximo dia 14 de novembro, em Ílhavo, e pretende promover uma conversa intergeracional e multidisciplinar em torno dos desafios e das oportunidades da longevidade, reunindo protagonistas das políticas públicas, do setor social, da área da longevidade e do direito.
O Edifício Cais, situado na Gafanha de Aquém, em Ílhavo (no piso superior da Farmácia do Cais), recebe, pelas 10h30, a apresentação pública do livro “O Futuro Tem Rugas”, da autoria de Bruno Soares, gerontólogo e professor universitário.
Mais do que uma apresentação literária, o encontro pretende afirmar-se como um espaço de reflexão sobre uma das maiores transformações das sociedades contemporâneas: o envelhecimento da população.
“Como queremos envelhecer? Que sociedade estamos a construir para as próximas gerações? E estaremos verdadeiramente preparados para reconhecer o valor, os direitos e o potencial das pessoas mais velhas?” são algumas das questões que estarão no centro desta iniciativa.
A sessão terá como momento central a conversa “O Futuro do Envelhecimento”, moderada por Flávia Machado, que reunirá cinco participantes com percursos profissionais distintos e experiências relevantes na transformação das respostas e das políticas dirigidas à população mais velha.
Entre os convidados estará Paulo Costa, primeiro vereador com o Pelouro da Maior Idade da Câmara Municipal de Ílhavo, entre 2002 e 2017, e Hélder Nogueira, coordenador do Programa Seniores da Fundação ”la Caixa”, uma das maiores instituições filantrópicas da Europa.
A conversa contará também com Ângelo Valente, animador sociocultural e fundador da Associação Extragenária, com um percurso dedicado à valorização das pessoas mais velhas e à promoção de uma visão positiva da longevidade, destacando-se o trabalho desenvolvido no Centro Comunitário da Gafanha do Carmo.
A dimensão jurídica e institucional estará representada por Joana Freitas Santos, advogada e Presidente da Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados, que conta igualmente com vários anos de experiência na direção de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).
A conversa contará ainda com Bruno Soares, autor da obra, gerontólogo, técnico superior do Município de Ílhavo e professor universitário, desenvolvendo trabalho nas áreas das políticas públicas de envelhecimento, da intervenção comunitária, da inovação social e da participação das pessoas mais velhas.
O programa contará ainda com momentos culturais e artísticos, com um apontamento musical ao piano de Mariella Nuñez e uma performance de Eduarda Pereira e Jonathan Margarido.
A apresentação será conduzida pela ilhavense Flávia Machado, membro do programa regional de promoção do envelhecimento ativo e saudável do governo regional dos Açores, investigadora da Universidade de Aveiro e Presidente da Associação Nacional dos Gerontólogos no mandato 2025–2026.
Com esta obra, Bruno Soares procura contribuir para uma mudança de paradigma na forma como a sociedade olha para o envelhecimento, questionando preconceitos, desafiando modelos estabelecidos e defendendo uma visão em que envelhecer não significa deixar de participar, de escolher, de aprender ou de transformar o mundo.
«O Futuro Tem Rugas» é, acima de tudo, um convite a pensar o futuro a partir de uma certeza: todos queremos viver muitos anos, mas importa garantir que esses anos sejam vividos com dignidade, liberdade, participação e significado.
A iniciativa é aberta ao público e dirige-se a profissionais das áreas social, da saúde, da educação e do direito, representantes institucionais, estudantes e a todos os cidadãos interessados em pensar o futuro do envelhecimento.
O PCP não quer desculpas sobre o alegado “erro" no mapa de vagas para internato médico na ULS de Aveiro que retirou dois médicos dessa lista para 2027 e pede a correção imediata.
Tomada de posição da Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português (PCP) que vê nos erros reflexo de uma política de cortes.
Considera que a retirada de duas vagas em cirurgia geral, vagas que tinham sido validadas pela Comissão Regional do Centro do Internato Médico, organismo que integra a Administração Central do Sistema de Saúde, representa “risco significativo para a população enquadrada por esta ULS, perigando ainda a formação, o trabalho de quadros internos e serviços”.
“Esta situação é ainda agravada pelo contexto atual de défice estrutural nos meios e recursos humanos e financeiros, em que já opera a ULS de Aveiro, que recorde-se, serve perto de 400 mil utentes”.
Para o PCP, “independentemente de eventuais erros administrativos”, ou outros de natureza técnica ou formal, que tenham estado na origem deste “erro" no mapa de vagas, impõe-se “encetar diligências que suprimam os riscos inerentes, sobre os serviços e populações”.
Lembra que o Orçamento de Estado para 2027, aprovado pela maioria PSD/CDS, com abstenção do PS, prevê “corte orçamental” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e “esquece completamente as prometidas obras de ampliação do Hospital Infante Dom Pedro”.
O Grupo Parlamentar questiona o Governo sobre “medidas imediatas para o resolver” o problema e apela profissionais e à população “para que defendam intransigentemente o SNS, em todas as suas valências e direitos”.
Elza Pais apresenta em Aveiro o livro “Violência Doméstica Contra as Mulheres e Decisões Judiciais - Políticas Públicas e Perspetiva de Género”.
Socióloga e antiga secretária de Estado da Igualdade tem percurso ligado à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e Estrutura de Missão contra a Violência Doméstica.
Investigação agora em livro é produto de um novo olhar sobre a violência doméstica, tentando perceber os efeitos das Políticas Públicas e das Decisões Judicias na prevenção e combate a esta criminalidade violenta.
Autora procura analisar se a perspetiva de género inscrita na Lei, está, ou não, eternizada ao nível da sua aplicação, promovendo a transformação social que a Lei preconiza.
Julgar com perspetiva de género implicaria ultrapassar as tensões entre a Lei e a sua aplicação, e a captação para a decisão judicial dos mecanismos de poder, posse e dominação, inerentes à violência doméstica.
O investimento na formação para a desconstrução de estereótipos de género, afigura-se como um caminho incontornável para o cabal cumprimento da Lei.
Este é o mote para a sessão de apresentação, às 18h, na FNAC.
Momento de reflexão numa conversa com Rosário Carvalho (provedora da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro), Ana Maçãs Marques (advogada) e Rosa Aparício (líder das Mulheres Socialistas de Aveiro).
Um sexagenário foi condenado, no Tribunal de Aveiro, a uma pena, de seis anos e seis meses de cadeia por dois crimes de abuso sexual de criança, na forma agravada, de que foi vítima uma neta.
Decisão em cúmulo jurídico criminaliza o homem que negou os factos.
Segundo a acusação do Ministério Público, os abusos aconteceram em 2024 na residência do avô.
Catarina Carvalho Gomes apresenta projeto de estreia no OuTonalidades.
Circuito português de música ao vivo dá a conhecer, no Cineteatro Alba, o projeto de estreia como cantautora de Catarina Carvalho Gomes, artista multidisciplinar que explora as potencialidades da voz nas áreas da música e do teatro.
O café-concerto tem lugar na noite de 5 de novembro, pelas 22h00, e é de entrada gratuita.
Em “Novas Canções da Terra”, Catarina Carvalho Gomes apresenta um trabalho a partir das temáticas do cancioneiro tradicional e de intrínseca relação com a língua portuguesa, dado o seu interesse pelo texto teatral e poético.
Como cantautora, escreve sobre luto, fascínio, solidão, conflito geracional e património, relacionando os ciclos emocionais do ser humano com os ciclos naturais da flora, priorizando sempre a voz enquanto instrumento e percorrendo as sonoridades do folk, indie, jazz e fado.
Celebra a terra e os seus proveitos, aprecia a vida, admira a morte, com alegria e inevitabilidade.
No Cineteatro Alba, Catarina Carvalho Gomes estará acompanhada por João Grilo (piano e arranjos) e Gonçalo Cravinho (contrabaixo).
Catarina Carvalho Gomes nasceu em Braga em 1997.
Formou-se como atriz na Academia Contemporânea do Espetáculo e licenciou-se em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Já trabalhou com diversos encenadores e companhias, tendo criado, em 2021, o espetáculo monologal “Diacrítico”, com Pedro Galiza, do qual foi intérprete, numa produção Grua Crua/ASSéDIO.
Encenou, ainda, o espetáculo “Não Sou Como a Figueira”, da PELE, com texto de Sara Barros Leitão, e dirigiu um dos espetáculos de abertura da Braga’25 - Capital Portuguesa da Cultura, com as Mulheres do Minho e os alunos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.
Como cantora, integrou o Ensemble Caleidoscópio, dirigido por Bruno Pernadas, e o projeto Frestão de João Grilo. Gravou voz para os discos de Pedro Lima, Samuel Martins Coelho, GRÃO, Homem em Catarse e Romain Valentino.
O disco autoral “Novas Canções da Terra” venceu o prémio de melhor concerto no Festival Emergente, em 2024.
O Ensemble Inverspace estreia-se em Portugal no Teatro Aveirense.
Pela primeira vez em Portugal, o Ensemble Inverspace apresenta-se esta quinta-feira em Aveiro, no âmbito do Tubo de Ensaio, um projecto desenvolvido pela Arte no Tempo para o Teatro Aveirense que tem trazido à cidade diferentes grupos estrangeiros dedicados à música contemporânea.
Com um percurso marcado pela estreita colaboração com compositores e pela exploração de novas possibilidades sonoras, o suíço Ensemble Inverspace apresenta cinco propostas musicais que expandem o universo da música de câmara contemporânea e exploram múltiplas dimensões e potencialidades do som.
O programa reúne a estreia nacional de obras de três compositores nascidos em 1975 – a bielorrussa Oxana Omelchuk, a norte-americana Michelle Lou e o francês Raphaël Cendo, todos eles com propostas estéticas bem diversas entre si – e a estreia absoluta de obras de jovens compositores que passaram os últimos dias a trabalhar com os músicos no Teatro Aveirense.
Após uma chamada de propostas lançada em Fevereiro passado pela Arte no Tempo, quatro jovens compositores foram escolhidos para escrever música e trabalhar com o Ensemble Inverspace, tendo todos eles direito à gravação de uma sessão de leitura final.
O português João Ricardo (1993) e o paraguaio Mateo Servián Sforza (1991) são os dois jovens compositores cujas obras serão esta noite escutadas em concerto.
Em “Yvapo’y”, Mateo Servián Sforza, que acaba de concluir um Mestrado sob a orientação de Marco Momi, parte de um instrumento de percussão — a caixa de rufo — para descobrir possibilidades expressivas inesperadas.
Entre o ruído metálico, os bordões e a voz, o instrumento transforma-se numa presença quase humana, capaz de cantar, gritar, dançar ou chorar.
Já em “Okay, Computer”, João Ricardo coloca em confronto o humano e o artificial, interrogando a identidade e a consciência através de vozes sintéticas, fragmentos musicais, electrónica e ritmos que evocam diferentes pulsações.
A dimensão política e documental atravessa “Nocturnes” [2020], de Oxana Omelchuk, onde gravações dos protestos e da repressão em Minsk, na Bielorrússia, em 2020, irrompem num universo musical onírico, criando uma tensão entre a delicadeza e a violência da realidade.
Em “Control” [2017], Raphaël Cendo leva a matéria sonora ao limite, explorando a saturação, a densidade e a energia física dos instrumentos, num equilíbrio paradoxal entre excesso e controlo.
Por sua vez, “Near Distant” [2017], de Michelle Lou, transforma o espaço de concerto num território de ressonâncias e presenças fantasmagóricas, onde a electrónica e a acústica se entrelaçam e tornam incertas as fronteiras entre o visível e o imaginado, o próximo e o distante.
Entre a experimentação tímbrica, a electrónica, a memória colectiva e a exploração das possibilidades físicas e espaciais do som, este concerto propõe uma experiência de escuta intensa e imersiva, revelando a diversidade dos caminhos que hoje se abrem à música de câmara.
Esta é uma oportunidade para descobrir, pela primeira vez em Portugal, um dos ensembles europeus dedicados à música do nosso tempo, tornado possível com o apoio do Goethe Institut às deslocações.
O concerto terá lugar às 21h30, no Teatro Aveirense.
A GNR segue com a celebração do 18º aniversário do Comando Territorial de Aveiro.
Sever do Vouga acolhe este evento até 15 de Novembro.
Esta quinta há demonstração de meios da GNR na Comunidade Escolar, a partir das 09h00, no Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga.
Ali serão apresentadas as diversas valências, entre as quais policial, trânsito, investigação criminal, proteção e socorro, ordem pública, vigilância da costa e proteção da natureza e ambiente.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) realiza, esta manhã, às 11:05 horas, de norte a sul do país, a 14.ª edição do Exercício Público de Sensibilização para o Risco Sísmico, denominado “A Terra treme”.
O exercício compreende a realização de 3 gestos simples que podem fazer a diferença a quem os praticar perante a ocorrência de um sismo.
A ação desenrola-se durante um minuto, no qual os participantes, a título individual ou coletivo (famílias, escolas, empresas, instituições publicas, privadas ou associativas), são convidados a executar os 3 gestos de autoproteção: Baixar, Proteger e Aguardar.
Na Região de Aveiro, a ação principal do evento, organizada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Ovar, em articulação com o Comando SubRegional de Emergência e Proteção Civil e a colaboração dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz e Ovar, tem lugar na Casa Museu Júlio Dinis em Ovar, onde estará a decorrer o briefing operacional do Centro de Coordenação Operacional SubRegional da Região de Aveiro.
Confirmada também a realização de um exercício de teste à evacuação do edifício, seguido de uma demonstração de meios conjunta dos CB de Ovar e Esmoriz, com a participação de alunos do primeiro ciclo do ensino básico.
Por toda a Região, em parceria com os Serviços Municipais de Proteção Civil, comunidades educativas locais, Associações de Bombeiros, e os demais agentes de proteção civil, são, igualmente, ser promovidas ações de sensibilização sobre a temática do risco sísmico e as medidas de autoproteção para fazer face ao mesmo, assim como a realização do exercício.
Evento coincide com o Dia Mundial de Sensibilização para o Risco de Tsunami, sublinhando a importância de uma sociedade informada e resiliente perante catástrofes naturais.
Trata-se de um exercício nacional de sensibilização para o risco sísmico promovido anualmente pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em colaboração com diversas entidades públicas e privadas, em particular o Ministério da Educação, através da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I.P. (AGSE), o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I.P. (EduQA) e as Autarquias Locais.
O 4.º Gafanha Sem Lei realiza-se no próximo dia 21 de novembro, a partir das 22 horas, no Hard Bar da Gafanha da Nazaré, Ílhavo.
No alinhamento desta iniciativa da associação PostLab está Manferior, Vürmo, Pester e Deadly Kitten Army Attack.
A darem os primeiros passos ao vivo, Deadly Kitten Army Attack, com base em Coimbra, é uma banda que junta várias nacionalidades.
Entre salinhas, caves e repúblicas, estão sempre prontos para exibirem o seu punk furioso e divertido.
Com músicos que se mexem bem no underground portuense, os Pester são o primo não muito afastado de bandas como Idle Hand e Ideal Victim.
Nascidos neste século, o punk, o hardcore e a energia destes rapazes tresanda, e bem, ao espírito dos 1980s.
Supergrupo do metal e do punk nortenho, os Vürmo (na imagem) reúnem membros de Dokuga, Päria e Vai-te Foder.
Com dois dos mais icónicos vocalistas do punk contemporâneo – o portuense Kisto e o aveirense Red –, os Vürmo, que preferem o palco ao estúdio e que misturam punk com rock n’ roll, são o resultado de imaginarmos que os Motörhead e os Discharge ocupam a mesma sala de ensaios. Irreverentes e experientes, será sempre um bom concerto, mesmo quando eles dizem que não…
Das bandas com o som mais pestilento e denso da subcultura portuguesa, os leirienses Manferior conhecem bem os palcos desta zona litoral com crust punk, grindcore e black metal numa só música.
A entrada tem um custo de 10 euros.
A associação PostLab, sediada em Aveiro, tem operado no Município de Ílhavo com concertos nas freguesias de São Salvador e Gafanha da Nazaré.
Para além dos eventos musicais, ao longo do ano, a associação gere uma sala de ensaios, que também funciona como incubadora de bandas, e dinamiza variados workshops relacionados com música e diversas artes em território aveirense.